O que comer em Tóquio: sushi, ramen e comida de rua

Publicado em: 7 min de leituraTóquio

Conteúdo
  1. Como funciona comer em Tóquio
  2. Sushi no café da manhã: Tsukiji e Toyosu
  3. Ramen: Ichiran em Shibuya
  4. À noite nas vielas: yakitori em Omoide Yokocho
  5. Faça você mesmo: monjayaki em Tsukishima
  6. Lanches de rua e café
  7. Os pratos para procurar
  8. Um plano simples para dois dias
  9. Dicas práticas antes de ir

Se quer comer bem em Tóquio, pense menos em restaurantes sofisticados e mais em balcões pequenos: sushi no mercado logo cedo, uma tigela de ramen tonkotsu numa cabine individual, espetinhos numa viela esfumaçada de Shinjuku e um prato que você mesmo cozinha na mesa. A cidade tem mais estrelas Michelin do que qualquer outra, mas as melhores lembranças costumam vir de lugares baratos, rápidos e minúsculos.

Como funciona comer em Tóquio

Os restaurantes são muito especializados. Quem faz tempura faz só tempura, quem serve enguia serve só enguia, e a casa de ramen não se mete com mais nada. Para o viajante, isso é uma vantagem: não há cardápios enormes, e o dia pode ser montado como uma sequência de paradas curtas em vez de três refeições grandes.

Muitos locais pequenos têm uma máquina de tíquetes na porta. Você escolhe o prato, paga e entrega o tíquete ao atendente. As fotos nos botões ajudam mesmo sem ler japonês. Os balcões são pequenos, então ir sozinho ou em dupla é mais fácil do que em cinco. Dias e horários de funcionamento mudam e alguns lugares fecham em um dia fixo da semana; confira antes de montar um dia inteiro em torno de um único restaurante.

Por fim, pense por bairros. Tóquio é enorme, e o jeito mais simples de comer bem é associar um tema de comida a cada distrito que você já vai visitar. As seções abaixo seguem essa lógica, dos mercados de peixe no leste às vielas do oeste. Se você compara capitais asiáticas, nosso roteiro de três dias em Seul mostra outra maneira, também muito ligada aos mercados, de comer.

Sushi no café da manhã: Tsukiji e Toyosu

O mercado externo de Tsukiji

A parte atacadista do antigo mercado de peixe mudou de lugar, mas o Tsukiji Outer Market ficou e continua sendo uma malha apertada de barracas de frutos do mar, lojas de facas, vendedores de tamagoyaki e pequenos balcões de sushi. Vá cedo. A maioria das barracas fecha no começo da tarde, e o clima é melhor antes dos grupos de turismo. Come-se em pé, beliscando: omelete doce no palito, vieiras grelhadas e algumas peças de nigiri formam um café da manhã de verdade.

Toyosu Market

O mercado atacadista funciona hoje no Toyosu Market. Do mirante dá para ver o atum sendo preparado e, nos dias abertos ao público, parte do leilão. Os restaurantes de sushi do complexo são conhecidos por servir peixe de poucas horas. O mercado fecha em algumas quartas e domingos; olhe o calendário antes de atravessar a baía.

O sensato é escolher um dos dois, em vez de juntar os dois na mesma manhã. Toyosu é mais organizado e coberto, bom para dia de chuva. Tsukiji é mais caótico e mais divertido para passear. Para ver mais lugares no mapa, abra o guia de gastronomia de Tóquio.

Ramen: Ichiran em Shibuya

O ramen de Tóquio tem muitos estilos, mas se quer uma referência, comece pelo tonkotsu, o caldo denso de osso de porco que gruda nos lábios. Ichiran Shibuya é uma rede, porém é uma boa primeira aula: compra-se o tíquete na máquina, marca-se num papel a intensidade, o picante e o ponto do macarrão e senta-se numa cabine individual com uma cortina à frente. Ninguém conversa com você; você apenas come.

Esse formato serve para o jet lag, para quem viaja só e para quem tem medo de pedir. Mais adiante, saia das redes: procure lojinhas com fila de funcionários de escritório na hora do almoço e experimente também os caldos shoyu ou shio, mais leves que o tonkotsu.

Fazer barulho ao sorver o macarrão é normal e até educado. Tome parte do caldo, mas ninguém se importa se sobrar. Em lojas pequenas, termine a tigela e saia sem demora, pois pode haver gente esperando do lado de fora.

À noite nas vielas: yakitori em Omoide Yokocho

Ao lado da estação de Shinjuku, Omoide Yokocho é uma viela estreita e esfumaçada de lugares minúsculos que grelham espetos no carvão. É aqui que se prova o yakitori: coxa de frango, pele, almôndegas, legumes e, se tiver coragem, partes que você não pediria em casa. Há poucos lugares, os espaços são pequenos e espera-se que peça pelo menos uma bebida; vá com fome e sem horário apertado.

Peça poucos espetos de cada vez, em vez de toda a lista, para que cheguem quentes. Se não houver cardápio em inglês, aponte para o prato do vizinho. O clima é melhor depois de escurecer, com as lanternas acesas e a fumaça pairando na luz.

Se ainda sobrar noite, a lógica dos balcões pequenos se repete pela cidade inteira. E se a viagem segue para o norte da Ásia, leia nosso guia das melhores coisas para fazer em Pequim e compare a cultura de comer à noite.

Faça você mesmo: monjayaki em Tsukishima

A Tsukishima Monja Street é uma longa fileira de restaurantes que fazem a mesma coisa: trazem uma tigela de massa líquida com ingredientes picados, e você cozinha na chapa quente da sua mesa. O monjayaki é mais mole e pastoso do que o primo okonomiyaki. Não é elegante, e é nisso que está a graça. Peça ao atendente que mostre como fazer o primeiro; eles estão acostumados e adoram ensinar.

A técnica é formar um anel com os ingredientes sólidos, despejar o líquido no centro, misturar e raspar com uma espátula metálica pequena, comendo direto da chapa. É um prato social, que funciona melhor com duas a quatro pessoas.

Lanches de rua e café

Ameyoko em Ueno

Ameya-Yokocho, ou Ameyoko, é um mercado animado sob e ao lado dos trilhos em Ueno. As barracas vendem frutos do mar, secos e petiscos, e o melhor é andar devagar com um espeto na mão. Experimente os kebabs e os espetos de fruta durante o passeio.

Crepes da Takeshita

Em Harajuku, a colorida Takeshita Street é onde os crepes recheados ao estilo japonês viraram comida de rua: cones de papel com fruta, creme e bolo. Nos fins de semana fica lotada; escolha uma manhã de dia útil.

Takoyaki, taiyaki e yakitori de passagem

Três lanches aparecem por toda parte. O takoyaki são bolinhas quentes de massa com um pedaço de polvo, o taiyaki é um waffle em forma de peixe recheado com feijão-vermelho ou creme, e o yakitori se compra em pequenas grelhas de festivais e ruas ao lado das estações. Espere um instante antes de morder o takoyaki; o miolo fica quente por mais tempo do que parece.

Um kissaten em Ginza

Para uma pausa, vá ao Café de l'Ambre, em Ginza, um kissaten, o antigo café japonês, que serve desde 1948 café de grãos envelhecidos. O espaço é pequeno; vá sozinho e peça o café de gotejamento lento. É um contraponto tranquilo ao barulho dos mercados e vielas.

Os pratos para procurar

  • Sushi: fatias de peixe cru sobre arroz avinagrado; no balcão pede-se peça por peça.
  • Omakase: menu escolhido pelo chef e servido no balcão, para deixar o cozinheiro decidir.
  • Tempura: frutos do mar e legumes fritos em massa leve, melhor comidos assim que chegam.
  • Unagi Edomae: enguia grelhada com molho de soja adocicado, tradicionalmente sobre arroz.
  • Yakiniku de wagyu: carne marmorizada que você mesmo grelha na mesa.
  • Ramen tonkotsu: macarrão em caldo denso de osso de porco, a referência para quem chega pela primeira vez.

São os mesmos pratos do guia local; você os vê no mapa e pode incluí-los em um dia. Para ver como outra capital encaixa a comida numa lista maior de passeios, veja o texto sobre Amsterdã.

Um plano simples para dois dias

No primeiro dia, tome café da manhã no mercado externo de Tsukiji, siga para um café no Café de l'Ambre em Ginza, passe a tarde vendo o centro e termine no Omoide Yokocho com yakitori. No segundo dia, comece em Ameyoko, em Ueno, almoce no Ichiran Shibuya, passe por Harajuku para um crepe se o tempo ajudar e feche com monjayaki em Tsukishima.

Essa sequência cobre peixe, macarrão, carne na brasa, um doce e um prato de cozinhar na mesa, com pouquíssima volta de trem. Deixe uma refeição sem planejamento para seguir a fila que parecer certa.

Dicas práticas antes de ir

  • Leve algum dinheiro em espécie. Muitos balcões e barracas pequenas o preferem, embora aceitem cartão cada vez mais.
  • Vá cedo aos mercados e fora dos horários de pico aos balcões pequenos.
  • Não coma andando em áreas residenciais tranquilas ou perto de templos; as barracas costumam ter um cantinho ao lado.
  • Um breve agradecimento ao sair basta. Gorjeta não é esperada.
  • Informe-se antes sobre alergias e dietas; caldos e molhos costumam ter peixe ou porco, mesmo em pratos que parecem vegetais.

Transforme esta lista em roteiro dia a dia com o planejador de Tóquio e deixe a página do Japão à mão se for além da capital. Preços e horários variam conforme a estação e a casa; trate cada lugar como ponto de partida e confirme no próprio dia.

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