Trilhas perto de Tóquio: Takao, Mitake e Oyama de trem

Publicado em: 4 min de leituraTóquio

Conteúdo
  1. Uma metrópole encostada nas montanhas
  2. Monte Takao: a primeira montanha
  3. Monte Mitake: santuário e desfiladeiro
  4. Monte Oyama: para quem quer suar
  5. Caminhadas verdes dentro da cidade
  6. Dicas para organizar o dia

Quer fazer trilha perto de Tóquio sem alugar carro? Vá ao monte Takao se for a sua primeira vez, a Mitake se prefere floresta e sossego, e ao Oyama se quer uma subida de verdade. As três montanhas ficam a cerca de uma hora a uma hora e meia de trem e ônibus, o que as torna passeios de um dia, com volta para dormir na cidade.

Uma metrópole encostada nas montanhas

No mapa, Tóquio parece um oceano de concreto sem fim. Mas a oeste e ao sul a planície acaba de repente e começam as serras cobertas de cedros. Como os trens chegam até o pé dos caminhos, a trilha vira quase um trajeto de trabalho com paisagem: tomar café tarde, estar na trilha antes do almoço e jantar em Shinjuku.

Imagine uma escada de esforço. Embaixo ficam os parques urbanos, planos e ótimos para a manhã com fuso horário bagunçado. No meio, o Takao, com teleférico, trechos asfaltados e bastante gente. Mais acima, Mitake e Oyama, onde o caminho empina, o movimento diminui e o calçado faz diferença. Escolha pelo fôlego e pelo clima, não pelas fotos.

Monte Takao: a primeira montanha

O monte Takao é recomendado pelo guia Michelin, tem templos ao longo do percurso e, em dia limpo, vista para o Fuji. A saída é na estação Takaosanguchi, ligada diretamente a Shinjuku, sem baldeação complicada.

O percurso padrão tem cerca de 3,8 quilômetros, leva aproximadamente uma hora e meia a pé e soma uns 400 metros de subida. Com as paradas nos templos e o lanche no topo, a maioria das pessoas reserva de três a quatro horas. A melhor dica é subir de teleférico ou de bondinho e descer a pé, poupando os joelhos. Outubro e novembro são os melhores meses, quando as folhas mudam de cor.

  • Prefira dias de semana; nos fins de semana de outono as trilhas ficam lotadas.
  • Leve água e um agasalho leve, pois o topo é mais frio que a estação.
  • Os horários do teleférico variam conforme a estação; confira no site oficial.

Monte Mitake: santuário e desfiladeiro

Se o Takao estiver cheio demais, o monte Mitake é o próximo passo. É uma montanha sagrada com um santuário perto do topo, floresta antiga de cedros e um desfiladeiro rochoso chamado Rock Garden. A viagem leva cerca de uma hora e meia desde o centro: trem até a estação Mitake, ônibus e um teleférico curto que poupa o primeiro trecho íngreme.

O circuito que passa pelo santuário e pelo Rock Garden tem uns nove quilômetros, cerca de quatro horas de caminhada e aproximadamente 450 metros de subida. É de dificuldade moderada, indicado para quem aguenta meio dia andando. O desfiladeiro, com pedras cobertas de musgo, pequenas cachoeiras e som de água, é o ponto alto. Pedra molhada escorrega, por isso use solado com boa aderência.

Monte Oyama: para quem quer suar

O monte Oyama, na província de Kanagawa, é escalado por peregrinos desde o período Edo. Além da história, o atrativo é a vista da cidade e, com sorte, do mar. É a mais exigente das três: cerca de 800 metros de desnível em uns oito quilômetros e quase quatro horas e meia de caminhada.

O acesso começa na estação inferior do teleférico de Ōyama, a uma hora e meia de Tóquio. Trate como um dia inteiro: saia cedo, leve mais água do que acha necessário e comece a descer antes de escurecer. Os caminhos ficam escorregadios com chuva, então evite subir logo depois de temporal.

Caminhadas verdes dentro da cidade

O Parque Yoyogi, ao lado do Santuário Meiji, tem gramados amplos e alamedas arborizadas; aos domingos há música de rua e apresentações. O Shinjuku Gyoen reúne jardins japonês, francês e inglês e é clássico para ver as cerejeiras em flor no fim de março e início de abril. Bebida alcoólica é proibida, então leve comida para um piquenique.

No outono, o Jardim Rikugien oferece um circuito curto em torno de um lago, num jardim de passeio do período Edo, e em algumas noites as folhas são iluminadas. Na baía, o Parque Marítimo de Odaiba tem um calçadão com vista para a Rainbow Bridge e o horizonte urbano, ótimo ao pôr do sol. A leste, o Parque Kasai Rinkai tem uma roda-gigante, trilhas à beira-mar e uma área de observação de aves; leve binóculos.

Dicas para organizar o dia

Use um cartão de transporte recarregável para não perder tempo com bilhetes e baixe o mapa antes de sair, já que o sinal na floresta pode falhar. Confira o horário do último trem de volta na estação da montanha: costuma ser mais cedo do que se imagina, e é o erro mais comum de quem faz trilha pela primeira vez na região.

Para o resto da viagem, o texto sobre o que comer em Tóquio ajuda a escolher o jantar da descida. E, se gosta de capitais com montanhas à porta, veja também o roteiro de três dias em Seul.

Uma tigela de ramen ou um prato de tempurá depois da caminhada tem sabor especial com as pernas cansadas. Vista-se em camadas, leve uma mochila leve e tenha um parque como plano B se o tempo virar.

Ao montar a viagem, coloque a montanha no dia de melhor previsão. Comece pelo plano de Tóquio, ajuste os dias e complete com o guia de Tóquio.

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