O que fazer em Pequim: os melhores passeios da capital

Publicado em: 6 min de leituraPequim

Conteúdo
  1. O centro imperial
  2. Templos e cantos tranquilos
  3. Grande Muralha: qual trecho escolher
  4. Hutongs e as Torres do Tambor e do Sino
  5. Palácio de Verão e fugas verdes
  6. Comer bem e uma parada moderna
  7. Dicas práticas para montar os dias

Quem pergunta o que fazer em Pequim costuma ouvir sempre a mesma lista, e com razão: Cidade Proibida, Templo do Céu, um dia na Grande Muralha, uma volta pelos hutongs, o Palácio de Verão e um jantar de pato de Pequim. A cidade é enorme, então o segredo é agrupar os passeios por região e reservar um destaque por dia.

O centro imperial

Pequim foi construída em torno de um eixo central, e a antiga cidade imperial fica no meio dele. O Museu do Palácio, a Cidade Proibida, foi a casa dos imperadores das dinastias Ming e Qing. Reserve pelo menos meio dia: os pátios são imensos, há pouca sombra e os detalhes mais interessantes costumam estar nos salões laterais, não no caminho principal. A entrada normalmente é controlada por reserva de horário e muitas vezes é preciso apresentar o passaporte. Confira o site oficial alguns dias antes da viagem.

Logo ao sul fica a Praça da Paz Celestial (Tiananmen), uma das maiores praças públicas do mundo. As revistas de segurança são rotina e pode haver fila, então trate a praça como uma passagem curta, e não como uma parada longa. Para ver o palácio de outro ângulo, suba ao Parque Jingshan, logo atrás. Do pavilhão no topo, os telhados dourados se alinham lá embaixo, e a luz é melhor de manhã cedo ou no fim da tarde.

Se gosta de museus, o Museu Nacional da China conta a história do país num único prédio gigante e o Museu da Capital foca em Pequim. Para entender a lógica de um museu grande por dia, veja o nosso guia dos melhores museus de Londres.

Templos e cantos tranquilos

No Templo do Céu, os imperadores rezavam por boas colheitas, e o Salão da Oração pelas Boas Colheitas, redondo e azul, é a imagem que todos conhecem. O melhor, porém, é o parque ao redor. Quem chega cedo vê moradores praticando tai chi, jogando cartas à sombra, cantando ou dançando em grupo. É a maneira mais fácil de ver o cotidiano de Pequim sem sair de um monumento famoso.

O Templo dos Lamas (Yonghegong) é um templo budista tibetano em atividade, com incenso, rodas de oração e uma sequência de salões que termina numa grande estátua. Perto dali, o Templo de Confúcio e Guozijian oferece um contraste quase silencioso: ciprestes antigos, estelas de pedra e a antiga academia imperial ao lado. Os dois cabem tranquilamente numa mesma manhã.

Grande Muralha: qual trecho escolher

Quase todo viajante quer ver a Grande Muralha, e a escolha do trecho importa mais do que parece. Badaling é o mais famoso e o mais fácil de alcançar, o que também o torna o mais cheio. Mutianyu costuma ser o preferido para um dia tranquilo: os trechos restaurados são bonitos, há teleférico para subir e o tobogã na descida é um extra muito querido pelas famílias. Para caminhantes experientes, Jiankou é o famoso trecho selvagem, sem restauro, íngreme e desgastado, que não serve para iniciantes nem para tempo ruim.

Planeje a Muralha como um dia inteiro, não só a manhã. Os deslocamentos levam tempo, nos fins de semana e feriados há muita gente e a névoa pode esconder a vista. Use calçado com boa aderência: os degraus de pedra são irregulares e escorregam depois da chuva. Se está combinando várias cidades do Leste Asiático, o nosso roteiro de três dias em Seul também trata as trilhas de montanha como blocos de meio dia.

Hutongs e as Torres do Tambor e do Sino

Os hutongs são as vielas estreitas entre as casas tradicionais com pátio, e é ali que sobrevive a vida de bairro da Pequim antiga. A área de Nanluoguxiang e dos hutongs é a mais visitada e pode parecer comercial e lotada, então não fique só ali. Entre numa rua lateral e, em poucos minutos, aparecem pátios pequenos, oficinas de bicicleta e lojas que nada têm a ver com turismo.

As Torres do Tambor e do Sino fecham o eixo central ao norte. De cima se vê um mar de telhados cinzentos, e a praça entre elas ganha vida ao entardecer. Dali é uma caminhada curta até os lagos de Shichahai, onde dá para passear à beira da água, alugar um barco na estação quente ou ver patinadores no inverno. Ao sul do palácio, Dashilar é uma antiga rua de comerciantes revitalizada com lojas tradicionais e cafés, ótima para completar um dia perto de Qianmen.

À noite, o Salão da Guilda Huguang é um local histórico para assistir à Ópera de Pequim num cenário tradicional. Figurinos, percussão e gestos estilizados exigem adaptação de quem vê pela primeira vez, mas um programa curto de trechos é uma boa introdução a uma das artes cênicas mais conhecidas da China.

Palácio de Verão e fugas verdes

O Palácio de Verão é um antigo jardim imperial construído em volta do Lago Kunming e da Colina da Longevidade, e para muita gente é o lugar mais bonito da cidade. Reserve pelo menos três horas. Percorra o longo corredor coberto, suba a colina para ver o lago de cima e termine à beira da água. Dá para ir de metrô e funciona como uma tarde de clima bem diferente depois da Cidade Proibida.

Se sobrar meio dia, outros parques valem a visita. O Parque Beihai tem um lago, um pagode branco na ilha e um bom passeio circular. O Parque das Colinas Perfumadas é a fuga clássica para ver as cores do outono, e o Parque Florestal Olímpico é uma área verde plana e moderna para correr ou pedalar. Um viajante descansado vê mais do que um cansado.

Comer bem e uma parada moderna

O pato de Pequim é o prato-símbolo, e há vários lugares famosos para prová-lo. Quanjude Qianmen é o nome histórico, Da Dong é conhecido por um estilo mais moderno, Siji Minfu é uma opção popular perto do palácio e Liqun Roast Duck é um local pequeno, tradicional e de pátio. Reservar ajuda, principalmente à noite. Se prefere beliscar a sentar, o Mercado Noturno de Donghuamen e a Rua de Petiscos de Wangfujing são clássicos, mas turísticos e com preços variáveis, então olhe o cardápio antes de pedir. Para comparar com outra grande cozinha asiática, leia o nosso guia o que comer em Tóquio.

Como contraponto moderno, vá ao nordeste até a Zona de Arte 798, antigo complexo industrial hoje cheio de galerias, lojas de design e cafés. É um jeito leve de encerrar um dia carregado de história e mostra uma Pequim viva e contemporânea.

Dicas práticas para montar os dias

  • Agrupe por região: o núcleo imperial num dia, templos e hutongs em outro, o Palácio de Verão à parte e a Grande Muralha em dia inteiro.
  • Reserve a Cidade Proibida com antecedência, leve o passaporte e confira os dias de fechamento no site oficial, pois mudam conforme a estação.
  • Pequim é gigantesca: use o metrô nas distâncias longas e caminhe só dentro de cada bairro.
  • Primavera e outono costumam ser as estações mais confortáveis; o verão é quente e o inverno é seco e frio.
  • Muitos lugares esperam pagamento digital; veja as opções atuais antes de viajar e leve um pouco de dinheiro em espécie.

Para uma primeira visita, quatro a cinco dias são razoáveis: um para o núcleo imperial, outro para templos e hutongs, outro para a Muralha, outro para o Palácio de Verão e a arte moderna, mais um dia flexível. Com apenas dois dias, escolha a Cidade Proibida com Jingshan e um jantar de pato, depois Mutianyu. Para ver o mesmo raciocínio numa capital europeia, confira o roteiro de Paris.

Veja esses lugares no guia da cidade de Pequim, explore o tema de cultura ou vá direto para um plano de Pequim dia a dia.

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