O que comer em Marrakech: pratos típicos e onde provar
Conteúdo
- Os pratos que mandam na mesa marroquina
- Jemaa el-Fna à noite: como comer nas barracas
- Restaurantes para comer sentado
- Chá de hortelã, cafés e doces
- Onde comprar especiarias, azeitonas e frutos secos
- Dicas práticas para comer bem e em segurança
- Um dia de gastronomia em Marrakech
- Monte o seu próprio plano gastronómico
Se vai a Marrakech e quer saber o que comer, comece por tajine, cuscuz, borrego cozinhado durante horas e uma noite nas barracas da praça Jemaa el-Fna. A cozinha da cidade assenta em especiarias, paciência e pratos para partilhar, e o melhor é juntar uns petiscos de rua a uma ou duas refeições à mesa, num jardim de riad ou num terraço.
Os pratos que mandam na mesa marroquina
A gastronomia marroquina é vasta, mas meia dúzia de pratos repete-se em quase todas as ementas. Conhecê-los ajuda a pedir com calma, sobretudo na medina, onde as ementas são curtas e o serviço é rápido.
O tajine é ao mesmo tempo a panela e o prato: um guisado de carne ou legumes cozinhado devagar num recipiente cónico de barro, com cebola, limão em conserva, azeitonas ou frutos secos, consoante a receita. Chega à mesa a borbulhar e come-se com pão em vez de talheres: rasgue um pedaço e use-o como colher.
O cuscuz é sêmola cozida a vapor, com legumes e carne. Tradicionalmente é o prato de sexta-feira, por isso as casas familiares costumam servi-lo melhor nesse dia. Nos outros dias também vale a pena, mas com menos cerimónia.
A tangia é a especialidade local que mais surpreende. É vaca cozida durante horas num pote de barro enterrado nas brasas, um método que nasceu como refeição de solteiros e hoje identifica a cidade. A carne desfaz-se e o molho leva cominhos e limão em conserva. Peça-a quando tiver fome e tempo, porque não é um almoço rápido.
Há ainda o mechoui, borrego assado muito lentamente debaixo da terra, até a carne sair do osso com os dedos. Vende-se ao peso, com sal e cominhos moídos à parte, e é uma das refeições mais simples e satisfatórias de Marrocos.
Jemaa el-Fna à noite: como comer nas barracas
De tarde, a praça parece um palco de artistas de rua. Ao cair do dia surgem as barracas de comida de Jemaa el-Fna, dezenas de balcões numerados com grelhados, sopas, saladas, peixe frito e, para os mais aventureiros, cabeça de carneiro. O fumo, as lâmpadas e o barulho fazem parte do jantar, e é um dos poucos sítios onde quem chega pela primeira vez vê toda a comida de rua marroquina numa só volta.
Alguns hábitos ajudam. Dê uma volta à praça inteira antes de se sentar. Escolha uma barraca cheia de famílias locais, porque a rotação garante comida fresca. Confirme os preços antes de ocupar lugar e veja se a ementa corresponde ao que lhe dizem. Se alguém o puxar para um banco, pode recusar com simpatia e seguir para a barraca seguinte.
Experimente a sopa de caracóis, servida em tigelinhas de caldo temperado, que os locais tomam como petisco leve. Se for demasiado, as salsichas grelhadas, os espetos de borrego e um prato de saladas com pão dão um excelente jantar. As mesas costumam ser partilhadas, por isso esteja pronto para conversar ou, pelo menos, sorrir.
Restaurantes para comer sentado
Fora da praça há vários restaurantes que se tornaram referência. O Al Fassia, no bairro de Guéliz, é gerido por mulheres e conhecido pelos tajines e pratos de borrego; serve bem quem quer comida caseira num bairro mais descontraído do que a cidade velha. Nas noites de maior movimento convém reservar.
O Nomad, restaurante num terraço, serve cozinha marroquina moderna com vista para os telhados da medina; é boa escolha se quiser algo mais leve e contemporâneo do que um tajine clássico. O Le Jardin tem o ambiente oposto: um restaurante tranquilo num jardim de riad com sombra, com pratos marroquinos e mediterrânicos, onde o barulho dos souks se desvanece. É um bom refúgio a meio de um dia quente.
Para os fãs de borrego, a Mechoui Alley é uma fila de pequenos restaurantes que vendem mechoui, com a carne cortada na hora e mesas simples. É mais uma paragem de almoço do que um jantar demorado, e convém ir com fome e sem receio de comer com as mãos.
Chá de hortelã, cafés e doces
O chá de hortelã é a bebida da hospitalidade. Despeja-se de uma certa altura em copos pequenos e costuma ser muito doce. Recusá-lo numa loja pode ser constrangedor, por isso aceite o copo e não tenha pressa. Para se sentar, o Café des Épices, na Praça das Especiarias, é famoso pelo chá de hortelã e pelos pratos leves, e o terraço de cima é um bom lugar para observar a vida do souk.
Quem gosta de doces encontra na Pâtisserie des Princes uma pastelaria antiga com bolos, bolachas e doces marroquinos. Leve uma caixinha de peças de amêndoa e mel para a tarde ou para oferecer. Os doces costumam estar melhores de manhã, quando os tabuleiros acabaram de ser cheios.
Onde comprar especiarias, azeitonas e frutos secos
As compras também fazem parte da experiência. O mercado de especiarias do Mellah é menos turístico, e é onde os moradores compram especiarias, azeitonas e frutos secos; é um sítio tranquilo para comparar qualidade e perguntar para que serve cada mistura. Procure ras el hanout, cominhos, açafrão e limões em conserva, em pequenas quantidades, porque as especiarias perdem força com o tempo.
Nos souks, os preços negociam-se, e uma conversa simpática costuma resultar melhor do que regatear com dureza. Cheire antes de comprar, peça uma amostra se o vendedor a oferecer e mantenha as compras bem fechadas para o voo. Se vai levar alimentos para casa, veja as regras do seu país sobre especiarias, frutos secos e azeitonas.
Dicas práticas para comer bem e em segurança
- Escolha sítios movimentados: a grande rotação é o melhor sinal de frescura, numa barraca ou num restaurante.
- Pergunte o preço antes de pedir nas barracas e nos pequenos restaurantes, e leve notas pequenas.
- Beba água engarrafada e selada, e tenha cuidado com o gelo e as saladas cruas se tiver estômago sensível.
- Ao partilhar um prato, coma com a mão direita e use o pão como talher.
- Os horários mudam com a estação e o Ramadão; consulte a página do local ou pergunte no seu riad.
- Avise cedo de alergias e dietas; os tajines vegetarianos são fáceis de encontrar, mas caldos e molhos podem levar carne.
Um dia de gastronomia em Marrakech
Comece com chá de hortelã e doces, atravesse os souks e faça a pausa do meio-dia na Mechoui Alley. Passe a tarde num jardim com sombra ou num café com terraço. Ao entardecer, volte à praça para as barracas e termine com mais um copo de chá. Se quiser continuar por outra capital da região, veja os nossos guias sobre os museus do Cairo e o que fazer no Dubai.
Pode ainda consultar a lista de sítios para comer em Marrakech, o guia de Marrakech e a página de Marrocos antes de decidir quantos dias reservar.
Monte o seu próprio plano gastronómico
Em Marrakech come-se mais devagar do que em muitas cidades, por isso não planeie mais do que uma refeição grande por dia, com petiscos pelo meio. Deixe as barracas para a noite de chegada ou a última e guarde os jantares em riad para uma noite mais calma. Para um programa dia a dia que junte passeios e refeições, crie-o no planeador de Marrakech.