O que fazer em Toronto: roteiro dos melhores passeios

Publicado em: 5 min de leituraToronto

Conteúdo
  1. Comece pelo horizonte: CN Tower e orla
  2. Comer de mercado em mercado
  3. Museus que merecem o tempo
  4. Bairros e vida cultural
  5. Natureza sem sair da cidade
  6. Bate-volta: Niágara e a escarpa
  7. Como juntar tudo

Quem pergunta o que fazer em Toronto encontra a resposta em quatro frentes: o horizonte em torno da CN Tower, os mercados e bairros moldados pelos imigrantes, os museus agrupados perto de Queen's Park e o lago Ontário, com suas ilhas e penhascos. A maior cidade do Canadá é também uma das mais multiculturais, e vale mais misturar essas frentes do que apenas riscar monumentos de uma lista.

Comece pelo horizonte: CN Tower e orla

A CN Tower é a primeira parada de quase todo visitante, e aqui o óbvio compensa. Com cerca de 553 metros, seus mirantes e o piso de vidro mostram como a cidade se apoia no lago, com as ilhas logo à frente e o centro se estendendo para o norte. Escolha um dia limpo e confira no site oficial ingressos e horários, que variam conforme a estação.

Ao lado da torre fica o Ripley's Aquarium of Canada, famoso pelo túnel de vidro em que tubarões nadam sobre sua cabeça; é ótimo em dia de chuva ou com crianças. Para quem busca emoção ao ar livre, o CN Tower EdgeWalk é uma caminhada sem apoio das mãos numa borda ao redor do teto, a 356 metros do chão. Não é para todo mundo e exige reserva antecipada, mas é a atividade mais incomum do centro.

Comer de mercado em mercado

Se só puder fazer uma experiência gastronômica, escolha o St. Lawrence Market. É um mercado coberto histórico com dezenas de barracas locais, muitas vezes citado entre os melhores do mundo. Vá com fome, dê uma volta inteira antes de comprar e depois volte ao balcão que mais chamou atenção. De manhã, em dia útil, costuma ser mais tranquilo do que nos dias de maior movimento.

Um pouco a oeste está Kensington Market, bairro boêmio com arte de rua e brechós, onde cozinhas latinas, caribenhas e asiáticas se alternam a cada quadra. É um lugar para caminhar sem roteiro. Para sentar e comer, o forte de Toronto é a variedade: Pai Northern Thai Kitchen para pratos picantes do norte da Tailândia, Pizzeria Libretto para pizza napolitana no forno a lenha, Pearl Diver para ostras e Bar Raval para pintxos e coquetéis num interior de madeira inspirado em Gaudí. A página de gastronomia de Toronto tem mais sugestões, e quem gosta de mercados deve ver também o que comer na Cidade do México.

Museus que merecem o tempo

Os museus de Toronto ficam próximos, o que facilita combiná-los. O Royal Ontario Museum é o maior museu canadense de história natural e culturas do mundo, de esqueletos de dinossauros a peças egípcias. A poucos minutos, a Art Gallery of Ontario, reformada por Frank Gehry, reúne um amplo acervo de arte canadense e europeia. Some o Gardiner Museum, de cerâmica, ou o curioso Bata Shoe Museum, com mais de 13 mil sapatos, e o dia de chuva está resolvido a pé.

Mais longe, a Casa Loma é um castelo do início do século XX com torres, jardins e vista da cidade, e o Fort York National Historic Site conta a Guerra de 1812 e as origens de Toronto. Fãs de esporte não devem perder o Hockey Hall of Fame, onde fica a Stanley Cup. A lógica lembra a de os melhores museus de Nova York: um ou dois grandes por dia e espaço para um pequeno.

Bairros e vida cultural

A leste do centro, o Distillery District reúne prédios vitorianos de antigas destilarias, hoje zona de pedestres com galerias, cafés e restaurantes; o Balzac's Coffee Roasters é uma parada prática para um café. De volta ao centro, a Nathan Phillips Square tem a prefeitura modernista e o famoso letreiro de Toronto, e no inverno a praça vira pista de patinação, talvez a experiência mais local que um visitante possa ter.

À noite, o Entertainment District traz o Princess of Wales Theatre, com grandes musicais, e na temporada a Scotiabank Arena recebe os Maple Leafs no hóquei e os Raptors no basquete. No verão, o Toronto Caribbean Carnival é um dos maiores festivais da América do Norte, com fantasias, música e desfiles; as datas mudam, então confirme antes de comprar passagem. A St. James Cathedral, neogótica e de torre alta, faz um contraste tranquilo com os edifícios de vidro.

Natureza sem sair da cidade

Não precisa de carro para respirar ar livre. As Toronto Islands são alcançadas de balsa e conhecidas por praias e pelas melhores vistas do skyline. O High Park é o maior parque da cidade, com carvalhais, lagos e cerejeiras floridas na primavera. O Evergreen Brick Works liga uma antiga olaria às trilhas do Don Valley, e a leste os Scarborough Bluffs são penhascos de argila e areia que chegam a 90 metros sobre o lago.

Ciclistas seguem o Martin Goodman Trail, pavimentado, à beira do lago, e quem prefere remar aluga canoas, caiaques ou pranchas na Harbourfront Canoe & Kayak. Na página de trilhas de Toronto há mais ideias, incluindo o Rouge National Urban Park, primeiro parque nacional urbano do Canadá.

Bate-volta: Niágara e a escarpa

As Cataratas do Niágara são o passeio clássico; reserve o dia inteiro, porque o trajeto pesa. Para algo menos cheio, a Niagara Glen Nature Reserve tem rochas gigantes e trilhas à beira do rio no desfiladeiro, e a Whirlpool Jet Boat Tours oferece um passeio veloz pelas corredeiras. Escaladores vão a Rattlesnake Point, uma das áreas de escalada ao ar livre mais conhecidas de Ontário, nos penhascos calcários da Escarpa do Niágara.

Como juntar tudo

Numa primeira visita de três ou quatro dias, dedique um dia à orla e à CN Tower, outro aos mercados e a Kensington, outro aos museus de Queen's Park e outro às ilhas ou ao Niágara. O inverno é frio e o verão é animado, então ajuste as partes ao ar livre. Se você gosta de cidades de canais, o que fazer em Amsterdã mostra uma mistura parecida de bairros e museus.

Com datas e interesses definidos, o planejador de Toronto transforma esses lugares em um roteiro dia a dia. E o guia do Canadá ajuda a situar Toronto entre os outros destinos.

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