O que ver em Délhi: história, templos e monumentos

Publicado em: 5 min de leituraDélhi

Conteúdo
  1. Uma cidade feita de várias cidades
  2. Manhã cedo: Qutb Minar
  3. Meio da manhã: o Forte Vermelho
  4. Fé: mesquita, gurdwara e templos
  5. Tarde: o Túmulo de Humayun na luz dourada
  6. Entardecer: Nova Délhi e o Portão da Índia
  7. Dicas práticas
  8. Roteiro de dois dias

Se você quer saber o que ver em Délhi para conhecer sua história, comece pelo Qutb Minar, siga para o Túmulo de Humayun e o Forte Vermelho e termine na Portão da Índia, passando por pelo menos um templo ativo. Esta versão do roteiro foi organizada pela luz do dia, porque em Délhi o horário muda muito a experiência e as fotos.

Uma cidade feita de várias cidades

Délhi foi erguida sobre sete cidades anteriores, e cada dinastia costumava fundar uma nova capital em vez de reaproveitar a antiga. Por isso os monumentos não estão em um único centro histórico: espalham-se pelo sul, pelo centro e pela cidade antiga murada. Quem chega esperando um bairro histórico compacto, como em muitas cidades europeias, precisa ajustar a expectativa.

Uma forma simples de organizar é por zonas e por horário. O sul reúne as ruínas mais antigas, em volta do Qutb Minar. No centro e no leste estão as grandes obras mogóis. No norte fica a Velha Délhi, densa e barulhenta. Entre elas, as avenidas largas da era britânica formam Nova Délhi.

Manhã cedo: Qutb Minar

O Qutb Minar é um minarete de tijolo de cerca de 73 metros, iniciado por volta do ano 1200, Patrimônio da UNESCO. Observe as sacadas e as faixas de inscrições no fuste; a pedra de arenito vermelho muda de cor ao longo do dia, e de manhã o contraste com o céu costuma ser mais limpo. Ao redor há ruínas de uma mesquita antiga e outros vestígios dos primeiros governantes islâmicos da região.

Chegue na abertura: à tarde há mais grupos e o sol bate forte. Se quiser comparar com uma capital onde o passado vive em templos ativos, veja nosso guia de cultura e templos em Bangcoc.

Meio da manhã: o Forte Vermelho

O Forte Vermelho, construído por Shah Jahan no século XVII em arenito vermelho, é Patrimônio da UNESCO e foi o centro de poder da capital mogol. Dentro há salões de audiência, pavilhões e jardins. Fecha às segundas, e quem prefere horas mais frescas pode considerar o espetáculo de luz da noite. Reserve de duas a três horas.

Na saída começa a Velha Délhi: vielas apertadas, mercados de especiarias e cheiro de fritura. Para unir cultura e gastronomia, nosso guia sobre o que comer em Délhi sugere um percurso que combina com a visita ao forte e à mesquita.

Fé: mesquita, gurdwara e templos

A Jama Masjid, concluída em 1656, é uma das maiores mesquitas da Índia, e seu pátio comporta mais de vinte mil fiéis. Cubra ombros e joelhos e tire os sapatos na entrada. Se a subida ao minarete estiver aberta, a vista da cidade antiga é ótima, mas pergunte no dia.

O Gurudwara Bangla Sahib é um templo sique de cúpula dourada e tanque sagrado, conhecido pelo langar, a refeição comunitária gratuita para todos. Cubra a cabeça e tire os sapatos; lenços são fornecidos na entrada. Almoçar ali é uma das experiências mais marcantes da cidade.

O Templo de Lótus é uma casa de oração bahá'í em mármore branco, com a forma de uma flor se abrindo; fecha às segundas e pede silêncio. O Templo Akshardham, enorme complexo hindu de arenito rosa, é famoso pelas milhares de esculturas e jardins; não se pode entrar com celular ou câmera. Na quinta-feira à noite, a Dargah de Nizamuddin, santuário do santo sufi Nizamuddin Auliya, recebe música qawwali. Cubra ombros, joelhos e cabeça e mantenha distância durante as orações.

Tarde: o Túmulo de Humayun na luz dourada

O Túmulo de Humayun, de 1570, é um mausoléu mogol com jardim, Patrimônio da UNESCO, considerado precursor do Taj Mahal. O jardim simétrico dividido por canais, a plataforma elevada e o edifício vermelho e branco no centro funcionam melhor no fim da tarde, quando a luz suaviza a pedra. Caminhe devagar e olhe como a cúpula e os arcos recebem o sol.

Entardecer: Nova Délhi e o Portão da Índia

A capital britânica é o oposto da cidade murada: avenidas largas, gramados e prédios monumentais ao longo de eixos longos. O Portão da Índia, arco de 42 metros, homenageia os soldados indianos mortos na Primeira Guerra Mundial. À noite, com a iluminação e as famílias fazendo piquenique, parece mais um parque social do que um memorial solene.

Uma ou duas horas no crepúsculo bastam, e os museus nacionais ficam perto. Em caso de chuva ou de fechamento às segundas, veja como combinar monumentos e acervos em os museus de Istambul.

Dicas práticas

  • Confira os dias de fechamento: muitos monumentos e museus fecham às segundas, assim como o Templo de Lótus.
  • Vista-se com respeito em locais sagrados: ombros e joelhos cobertos, um lenço à mão e calçados fáceis de tirar.
  • Qutb Minar e Forte Vermelho cedo; Túmulo de Humayun no fim da tarde.
  • Não leve celular nem câmera ao Akshardham.
  • Preços, horários e regras para estrangeiros mudam; confirme no site oficial antes da viagem.

O calor é o maior problema. De outubro a março é a época mais agradável para caminhar entre ruínas; o verão é muito quente. O metrô de Délhi é limpo, barato e chega à maioria dos pontos, e para trechos curtos há Uber, Ola e autorriquixás, com tarifa combinada antes.

Roteiro de dois dias

No primeiro dia, Qutb Minar cedo, Túmulo de Humayun à tarde e, se for quinta, Nizamuddin à noite. No segundo, Forte Vermelho e Jama Masjid, almoço na Velha Délhi e Portão da Índia antes de escurecer. Acrescente o Bangla Sahib no almoço e uma hora calma no Templo de Lótus ou no Akshardham.

Veja todos os lugares no mapa na página de cultura de Délhi ou volte ao guia da cidade para transporte e dicas gerais. Délhi recompensa quem olha devagar.

← Voltar ao blog